A história do Hip Hop de uma forma como ninguém te contou

A história do Hip Hop de uma forma como ninguém te contou

50 anos de Hip Hop e protagonismo feminino negro

Nesse ano de 2023, especificamente no mês de agosto, comemora-se 50 anos do nascimento do Hip Hop e muitas mobilizações já estão acontecendo no Brasil e no mundo.

Dois nomes sempre tiveram um maior destaque: DJ Kool Herc e Afrika Bambaata.

A verdade é que o Hip Hop se originou na década de 70 (1973) como um movimento cultural da juventude preta e latina das ruas de Nova Iorque.

Para ser mais preciso, o dia 11 de agosto de 1973 é marcado pela primeira festa realizada por Cindy Campbell e o DJ Kool Herc, no bairro do Bronx.

DJ Kool Herc é um DJ jamaicano, considerado um dos fundadores da “cultura hip hop” e o DJ Afrika Bambaataa é considerado o “padrinho” por ter sido um dos maiores responsáveis pela difusão do termo “hip hop”.

No Brasil, o movimento chegou nos anos 1980, e muitos consideram a cidade de São Paulo como o berço do Hip Hop no Brasil, em especial o centro da capital paulista.

O que a maioria das pessoas não sabe é que Cindy Campbell é a irmã do DJ Kool Herc, cujo nome verdadeiro é Clive Campbell. Ela foi a primeira organizadora do movimento. Ela criou os panfletos, cartões e trabalhou como estilista de Herc para suas apresentações.

Cindy Campbell, DJ Kool Herc e outros

Cindy Campbell, a dona da festa

“Ser uma mulher em uma área dominada por homens como o Hip Hop, é muito significativo saber que é uma mulher que esteve lá o tempo todo por trás disso” Cindy Campbell em reportagem para a Forbes

Em resumo, o papel de Cindy foi crucial para o posicionamento cada vez mais forte de seu irmão.

Se muitos consideram Kool Herc como um  PAI, podemos dizer que Cindy Campbell foi a MÃE do Hip Hop?

Cindy foi responsável por conduzir todo o processo de promoção, uma vez que seu irmão estava focado em sua apresentação musical.

Apesar do laço familiar com o jamaicano, partiu dela a ideia de realizar a festa do dia 11 de agosto com o objetivo de relembrar os tempos de Sound System na Jamaica.

Cindy Campbell e DJ Kool Herc

O protagonismo feminino negro no Hip Hop em dias atuais

A participação feminina nos tempos atuais merece uma reflexão delicada, porém crucial. Apesar de muitas vezes terem sido colocadas em segundo plano em relação aos homens, é importante reconhecer que as mulheres tiveram um papel fundamental ao contribuir para a concepção e realização de diversos projetos.

Nos dias atuais o processo tem mudado gradativamente.

Não temos um ambiente perfeito, mas estamos avançando.

Como apoiar o protagonismo feminino negro?

Negra Li – Cantora, rapper, compositora e atriz brasileira.

É como Cindy Campbell fala em uma de suas entrevistas:

“O hip hop quebrou muitas barreiras entre nacionalidades, classes e raças. O Hip Hop não vê cor ou gênero; ele irradia amor”.

Não é uma tarefa fácil, por outro lado também não é impossível.

Apoiar o protagonismo feminino é tornar mais acessível o processo de identificação com as referências femininas que fazem parte do nosso cotidiano.

Assim como grandes empreendedoras negras influenciam pequenas empreendedoras, é válido que grandes mulheres do Hip Hop alcancem pequenas mulheres e transformem a vida das pessoas ao seu redor.

Enquanto isso, a De Benguela, por exemplo, tem um papel importante trabalhando a autoestima coroando muitas Rainhas para que desenvolvam cada vez mais a sua essência. Você pode conferir algumas personagens negras para inspirar novos penteados, inclusive.

50 anos de Hip Hop em 2023

O movimento completa 50 anos com uma trajetória de cultivo dos seus próprios elementos e como um gênero, uma cultura, um estilo de vida.

O Breaking (um dos elementos do Hip Hop), fará sua estreia como esporte olímpico em 2024, nos Jogos de Paris.

Estão prontas para apoiar as nossas B-Girls nos palcos de dança?

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Marcos Paulo