Olimpíadas 2021 | Lute como uma mulher negra

Olimpíadas 2021 | Lute como uma mulher negra

As Olimpíadas em Tóquio está sendo, antes de mais nada, uma prévia do futuro. Chegou mostrando que a mulher negra estará cada vez mais no topo.

Tivemos a emoção de assistir momentos marcantes de mulheres negras nesse inicio da Olimpíada 2021. Grandes Rainhas da atualidade como Naomi Osaka e Rebeca Andrade fazendo história, e só está começando! Saiba mais sobre essas Rainhas do esporte:

Naomi Osaka, a Mulher Negra escolhida para acender a pira Olímpica

Naomi tem 23 anos e é ativista dentro e fora das quadras, a tenista negra Naomi Osaka foi a escolhida para acender a pira Olímpica.

Antes de mais nada, Naomi é uma mulher forte e já chegou deixar uma partida de tênis em protesto contra os policiais que atiraram em Jacob Blake. Em sua rede social disse “Antes de atleta sou uma mulher negra”.

Ou seja, ela nos representa!

Rebeca Andrade, a Mulher Negra medalhista ao som de Baile de Favela

O Baile de Favela dominou no pódio das Olimpíadas de Tóquio. E mesmo com o hino americano tocando de fundo, ver Rebeca com a medalha no peito só fazia voltar o funk na cabeça. A ginasta de 22 anos se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha na ginástica artística dos Jogos Olímpico.

É sobre Mulheres Negras no topo sim e ao som do funk!

Contudo, não podemos esquecer de quem veio antes e contribuiu para este caminho ser possível para essas Rainhas poderosas.

Portanto, vamos conhecer um pouco das atletas negras pioneiras da história. Confira:

Melânia Luz, primeira Mulher Negra representando o Brasil em uma Olimpíada

Melânia Luz dos Santos, a primeira Mulher Negra a fazer parte de uma seleção brasileira nos Jogos Olímpicos, na edição de Londres em 1948. Recebeu no dia 25 de outubro o título de Emérita da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), concedido pela Assembleia Extraordinária da entidade.

Por fim, teve reconhecimento importantíssimo e merecido de sua participação no esporte, quebrando barreiras, após apenas 50 anos da abolição da escravatura no Brasil.

Então, ela abriu caminhos para muitas Mulheres Negras atletas!

Aída dos Santos, a Negra recordista por 30 anos

Única mulher da delegação brasileira, a niteroiense Aída dos Santos superou o racismo e a repressão forte familiar para fazer história nas Olimpíadas de Tóquio 1964.

Sem estrutura e com o pé quebrado, conseguiu um quarto lugar no salto em altura . Melhor desempenho feminino do Brasil na história dos Jogos até a conquista do ouro de Jaqueline e Sandra no vôlei de praia em Atlanta 1996. Portanto, foi recordista por 30 anos.

Acima de tudo, é importante que essas mulheres negras e tantas outras sejam vistas e sirvam de inspiração e continuem abrindo caminhos para que outras Rainhas como elas consigam chegar e dominar os seus espaços.

Pretas no topo, no pódio… Onde elas quiserem!

Por: Fabíola Gomes

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