Sede da NASA trocará de nome para homenagear a primeira engenheira negra da companhia

Sede da NASA trocará de nome para homenagear a primeira engenheira negra da companhia

Aos poucos quem merece começa a ser reconhecido. Hoje conheceremos a história de Mary W. Jackson, a primeira engenheira negra a trabalhar na NASA.

Mary W. Jackson nasceu em Hampton, no dia 09 de abril de 1921, formou-se bacharel em Matemática e Física no ano de 1942. Ela era conhecida na comunidade negra por ter ajudado crianças a construir uma miniatura de um túnel de vento.

Após formar-se, iniciou carreira como professora em Maryland, depois foi para NACA, antigo nome da NASA. Iniciou sua carreira como Matemática no Langley Research Center, em Hampton. Em 1953, foi para o Compressibility Resercahc Division. Depois de cinco anos na NASA e de diversos cursos de extensão, Mary foi para um programa espacial de treinamento e foi promovida a Engenheira Aeroespacial.

No Departamento Teórico de Aerodinâmica e na Divisão de Aerodinâmica Subsônica-Transônica, em Langley, trabalhou com análise de dados em experimentos com túnel de vento e de aeronaves experimentais. Seu objetivo era entender como o ar fluía, incluindo empuxo e arrasto. Alguns anos depois, ela foi designada para trabalhar como engenheira de vôo na NASA.

A engenheira sempre trabalhou para ajudar mulheres e outros grupos minoritários a avançar em suas carreiras, inclusive dava conselhos sobre como estudar para mudar seus títulos de Matemáticas para Engenheiras para aumentar suas chances de promoção.

Depois de 34 anos na NASA, Mary alcançou o nível mais alto como engenheira sem ter que se tornar supervisora. Ela decidiu receber menos e mudar de posição para se tornar administradora no campo de Oportunidades Iguais. Depois de trabalhar no quartel-general da NASA, ela voltou a Langley, onde trabalhou por mudanças e para destacar mulheres e outros grupos minoritários em suas áreas de atuação.

Ela administrou o Federal Women’s Program no escritório do Programa de Oportunidades Iguais e no Programa de Ações Afirmativas. Mary trabalhou na NASA até sua aposentadoria, em 1985. Ela faleceu em fevereiro de 2005.

A história da engenheira foi contada no filme “Hidden Figures” (Estrelas além do tempo), lançado em 2017. Além da história de Mary, o longa-metragem também conta a trajetória de outras duas cientistas negras da NASA, que calcularam o trajeto do Projeto Mercury e do Apollo 11, nos anos 1960. O filme é baseado no livro de Margot Lee Shetterly que documentou as carreiras e as contribuições de Katherine JohnsonDorothy Vaughan e Mary Jackson.
Uma mulher extremamente dedicada, inteligente, e acima de tudo, empática. Neste exemplo podemos ver o quão forte nós somos. Mary acima de tudo é inspiração e sua história deve ser sempre lembrada.

 

Carol Prates
Equipe De Benguela

× Qual é sua dúvida?