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A mulher preta de cabelo crespo tem mais autoestima que a de cabelo alisado?

A mulher preta de cabelo crespo tem mais autoestima que a de cabelo alisado?

Autoestima para a mulher de cabelo crespo é um processo muito particular e a tendência é que em algum momento da vida a gente se depare com a reflexão de como estamos olhando para dentro de nós.

O mês de setembro é um mês dedicado à saúde mental e tem sido cada vez mais utilizado para nos chamar a atenção sobre este olhar, que muitas vezes é pesado, exige cobrança, mas será que deveria ser sempre assim?

A mulher negra, que carrega uma identidade muito forte relacionada com seu cabelo, tem sua história, tem suas lutas, mas como entender um estado emocional que se relaciona diretamente com o seu cabelo?

O nosso estado emocional melhora quando a gente assume o cabelo crespo na transição ou melhora quando alisamos o cabelo?

Para entender melhor, é preciso voltar no tempo para entender o impacto que isso teve na história até os dias atuais.

O contexto histórico do cabelo liso e do cabelo crespo e cacheado

Yago Eloy, Mestre em Relações Étnico-Raciais e Especialista em Cultura Africana, conta um pouco sobre esse desenvolvimento gradativo na sociedade: 

“É importante lembrar que a estética do que era bonito e belo estava muito ligada à Europa. Lembre-se de que o processo de colonização e hierarquização de raças trouxe uma mentalidade de que beleza era ligado ao europeu, o contrário disso seria feio, ruim, pobre, que seria o negro. Partindo desse princípio, o cabelo crespo sempre foi considerado um cabelo ruim, diferentemente do cabelo de pessoas brancas: o cabelo liso”.

Com o passar dos anos, mulheres negras não assumiram os seus cabelos, pois não era um cabelo aceito pela sociedade

Uma das principais consequências dessa marca foi a normalização da utilização de química, por exemplo, para alisar os cabelos crespos e ser aceita.

Através dos seus estudos de relações étnico-raciais, Yago ainda completa que: “Para os homens era bem diferente, já que era mais fácil cortar. No entanto, o cabelo para a mulher é muito importante, pois representa a imagem do feminino, do cuidado, da beleza e de algo muito característico dentro do contexto feminino.

Nos anos 60 e 70, com a luta dos direitos civis, surgiu o movimento Black Power. Essa movimentação veio trazer uma forte influência negra de empoderamento estético, político e social”.

Portanto, o homem negro e a mulher negra queriam se sentir bem com seus cabelos naturais.

Qual é o contexto social de hoje da autoestima para a mulher preta?

O referencial de beleza era o cabelo liso, mas agora encontramos muitas mulheres negras que estão redescobrindo a beleza em si mesmas a partir de um dos elementos mais importantes e significativos para uma mulher: O CABELO!

Em entrevista ao Brasil De Fato, a atriz e cantora Gabriela Freitas conta: “Nem sempre me afirmei como mulher negra, pois não havia nenhuma representatividade nos veículos de mídia, nos brinquedos. Com isso, alisei o cabelo aos nove anos porque eu não deixei minha mãe dormir enquanto ela não o fez”.

Num contexto geral, o fato de uma mulher negra assumir a naturalidade do seu cabelo ou realizar uma transição capilar tem 3 significados muito fortes como:

  1. Conhecimento de sua ancestralidade;
  2. Reafirmação de identidade;
  3. Embate contra o racismo estrutural.

São atitudes e laços que vão além da estética.

Autoestima, autoaceitação e liberdade de escolhas

Quem é mais feliz: Uma mulher negra de cabelo crespo ou uma mulher negra de cabelo liso? Quem tem mais autoestima?

A verdade é que não podemos olhar dessa forma, pois cada mulher tem a liberdade de escolher como quer se expressar de acordo com o resultado do que ela sente dentro de si mesma.

Autoestima é um movimento que vem de dentro pra fora, pois primeiro você se entende e se aceita, depois você escolhe como gostaria de se posicionar através do que cada pessoa carrega com suas próprias vivências.

Por isso, mesmo sabendo de todas estas informações, a pessoa principal que precisa escolher como quer se sentir bem é VOCÊ.

Nosso maior conselho para você que está no processo de autoestima e redescoberta é: Liberte-se da necessidade de validação externa!

A pressão estética nunca deve fazer com que você se sinta com baixa autoestima.

Rainha, levante a cabeça, olhe pra dentro de si e encontre sua beleza. E se precisar de nossa ajuda no processo, utilize nossos produtos do site para ajudá-la a se sentir ainda mais linda.

 

 

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Marcos Paulo

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